Prologica| Tecnologia e analítica ao serviço dos bebés prematuros em Portugal

 

Tecnologia e analítica ao serviço dos bebés prematuros em Portugal

 

Sabia que ...

- 1 em cada 10 bebés nasce prematuro?

- Só na Europa são 500.000 os bebés que nascem prematuros?

- Em Portugal nascem todos os anos cerca de 9.000 bebés prematuros?

 

O nascimento de um bebé prematuro (idade gestacional abaixo das 37 semanas)1 é uma situação nova e inesperada para os pais e família da criança. Esta é uma realidade que conduz a um estado de preocupação elevado aliado a sentimentos de impotência, ansiedade e incerteza.

 

De acordo com a estimativa da Organização Mundial de Saúde, nascem 15 milhões de prematuros por ano em todo o mundo onde as complicações associadas à prematuridade são a principal causa de morte das crianças até aos 5 anos de idade.2

 

Entre 2010 e 2016, o nascimento de bebés prematuros em Portugal representou 7.8% (48577) do total de nados vivos (627488) e quase 1% (6394)3do total dos nascimentos foram considerados de muito baixo peso (inferior a 1500 g)4.

 

Para os profissionais de saúde, a prematuridade é uma situação ímpar em que os objetivos essenciais passam pela sobrevivência do bebé e a minimização das morbilidades relacionadas com a prematuridade, de modo a garantir uma melhor qualidade de vida futura da criança.

 

Paralelamente às orientações e normas clínicas nacionais e internacionais, as Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) podem variar na definição dos procedimentos clínicos relativos à prematuridade. Nesse sentido, é fundamental que os profissionais de saúde das UCIN consigam ter acesso a todas as variáveis que possam contribuir para melhores decisões e em tempo útil.

 

Com o recurso à plataforma tecnológica e analítica Meliora, as UCIN conseguem monitorizar os principais indicadores da sua atividade, comparar-se face a valores de referência nacionais – benchmark – e, ainda, identificar as variáveis que mais influenciam as morbilidades futuras dos prematuros com muito baixo peso, de forma rápida e intuitiva.

 

Hoje, a plataforma Meliora permite transformar milhares de pequenos dados de bebés prematuros em estruturas de grande conhecimento. Os profissionais de saúde das UCIN conseguem atualmente monitorizar e visualizar todos os dados e indicadores desde 2010, o que permite antever o início de uma etapa em que a deteção de padrões e correlações entre os dados possibilitará não só um melhor entendimento das práticas que levam a melhores resultados como também o início de uma antecipação dos cenários que poderão ocorrer.

 

Esta capacidade de análise e extração de conhecimento em tempo útil transfere inúmeras vantagens para os profissionais de saúde, tais como:

 

- Identificar os principais problemas dos recém-nascidos com muito baixo peso

- Aumentar o conhecimento clínico e científico de suporte à tomada de decisão

- Gerar e promover a disseminação de boas práticas clínicas na neonatologia portuguesa

 

Com a identificação dos fatores e comportamentos associados aos melhores resultados no desenvolvimento das crianças prematuras será possível, no futuro, diminuir o impacto das morbilidades associadas à prematuridade e aumentar a qualidade de vida dos prematuros.

 

No dia 17 de novembro celebrou-se o dia mundial da prematuridade e a Prologica, sensível aos desafios da Neonatologia, associou-se a esta causa na procura e divulgação de conhecimento através dos dados.

 

Sendo a Prologica um Data Champion da parceria global para os objetivos de desenvolvimento sustentável (http://www.data4sdgs.org/partner/prologica), queremos contribuir para melhorar a Neonatologia em Portugal através da analítica dos dados e, assim, dar mais um passo para atingir o objetivo 3.2 dos Sustainable Development Goals:

 

“By 2030, end preventable deaths of newborns and children under 5 years of age, with all countries aiming to reduce neonatal mortality to at least as low as 12 per 1,000 live births and under-5 mortality to at least as low as 25 per 1,000 live births.”

 

Para saber mais sobre a plataforma Meliora, consulte: http://www.prologica.pt/platform/

 

 

 

 

 

 

 

Fontes

1) Sociedade Portuguesa de Neonatologia -Nascer Prematuro em Portugal: http://www.spneonatologia.pt/wp-content/uploads/2016/10/Manual-completo.pdf, consultado a 12 de Julho de 2017 (17:41)

2) WHO -PretermBirth: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs363/en/, consultado a 02 de Agosto de 2017 (10:14)

3) INE, Nados-vivos

–Nados-vivos (N.º) por Local de residência da mãe (NUTS -2013), Natureza do parto da mãe, Ordem de nascimento e Escalão de peso à nascença; Anual: http://www.ine.pt, consultado a 02 de Agosto de 2017 (13:17)

–Nados-vivos (N.º) por Local de residência da mãe (NUTS -2002), Natureza do parto da mãe, Ordem de nascimento e Escalão de peso à nascença; Anual: http://www.ine.pt, consultado a 02 de Agosto de 2017 (13:17)

–Nados-vivos (N.º) por Local de residência da mãe (NUTS -2013), Sexo, Idade da mãe e Duração da gravidez da mãe; Anual: http://www.ine.pt, consultado a 02 de Agosto de 2017 (13:17)

-Nados-vivos (N.º) por Local de residência da mãe (NUTS -2002), Sexo, Idade da mãe e Duração da gravidez da mãe; Anual: http://www.ine.pt, consultado a 02 de Agosto de 2017 (13:17)

4) Sociedade Portuguesa de Neonatologia -Nascer Prematuro em Portugal: http://www.spneonatologia.pt/wp-content/uploads/2016/10/Manual-completo.pdf, consultado a 12 de Julho de 2017 (17:41)