SANJOTEC TECTalks #3 - Ricardo Conde já disponível
Sanjotec | 16-01-2026
SANJOTEC TECTalks #3 com Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa
O setor espacial em Portugal tem registado um crescimento notável nas últimas duas décadas, afirmando-se hoje como um eixo estratégico de inovação, competitividade e soberania tecnológica. Este foi o tema central do terceiro episódio do SANJOTEC TeECTalks, que contou com a participação de Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa.
Ao longo da conversa, Ricardo Conde destacou o percurso de capacitação do setor nacional, sublinhando a importância da participação de Portugal na Agência Espacial Europeia, como instrumento-chave para o desenvolvimento de competências, empresas e projetos de dimensão internacional. Em 25 anos, Portugal passou de um ecossistema praticamente inexistente para cerca de 80 empresas ativas no setor espacial, maioritariamente startups e PMEs, muitas delas já a competir em cadeias de valor europeias.
Um dos grandes desafios apontados prende-se com a necessidade de escala: a transição de empresas altamente especializadas em nichos tecnológicos para operadores de serviços e integradores de sistemas, capazes de atuar como main contractors. Nesse contexto, o investimento recente de mais de 200 milhões de euros, anunciado na ministerial da ESA em Bremen, surge como um passo estruturante para a industrialização do setor e para o reforço do seu impacto económico.
A conversa abordou ainda o papel crescente do mercado institucional, com destaque para a Defesa, como motor de escala e sustentabilidade, bem como a importância da articulação entre universidades, centros de investigação, instituições públicas e empresas. Segundo Ricardo Conde, esta cooperação está hoje mais madura, impulsionada por instrumentos de financiamento que exigem projetos colaborativos e orientados para o mercado.
No domínio do empreendedorismo, foi destacado o papel dos programas da ESA, como o ESA BIC, no apoio à criação e crescimento de startups espaciais, bem como a necessidade de maior envolvimento dos ecossistemas regionais e do capital privado.
O episódio termina com uma visão clara para 2030: um setor espacial português mais industrializado, com maior integração em cadeias internacionais, capacidade de prestação de serviços, atração de talento e afirmação global.
Assiste ao episódio completo no Youtube e no Spotify e descobre como Portugal está a posicionar-se no espaço.
Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=HiLQAOo08FM&list=PLDWmIyBynibK1CV-eAp5StrEeyz-0xWLh
Spotify: https://open.spotify.com/episode/12vSMmoyTJdf1nI9bQX7ya?si=ca678f6009f64e14